30 de outubro, domingo às 9h46 da manhã...
São 9h46 de uma manhã ensolarada, pensando na vida e já ansiando o próximo ano. Nunca fui uma pessoa de querer tanto que um novo ano comece. Mesmo apesar de eu gostar muito de fazer planos e sempre no mês de dezembro começar listas de planejamentos do ano seguinte. Mas em geral, não sou a pessoa que quer tanto que um ano novo se inicie. Creio que eu esteja desse jeito, pelo rumo que a minha vida tomou neste segundo semestre de 2022, muitos acontecimentos positivos foram aparecendo e tudo o que já estava planejado para o próximo ano, foi desfeito.
Poderia eu ter medo do imprevisto ou do incerto, talvez, o eu do passado teria. Hoje, bom... hoje não. Hoje eu anseio pelo imprevisto, pelo não planejado e diferente. Tenho seguido mais a vida como ela apresenta para mim do que planejando e nunca saindo da caixinha. Porém, sempre de olho para tomar as melhores decisões possíveis.
Tenho pensado bastante no que será de mim daqui pra frente, de acordo com o que está sendo apresentado. Próximo ano será desafiador, já que me mudarei de cidade, estarei longe da família e dos amigos, enfrentando enfim, uma vida sozinha, a vida adulta chega e com ela as responsabilidades e a gente não pode negá-la. O medo de estar sozinha e de resolver todos os problemas que possam aparecer, além de estar sem suporte emocional por perto, pode parecer assustador, mas ao mesmo tempo é isso que nos faz crescer, é essa a parte mais importante da vida.
Somos sozinhos no mundo, de certa maneira, e precisamos aprender que o que nos faz adulto são as responsabilidades que chegam e como nós lidamos com todas elas. Não que hoje eu não as tenha, tenho e muitas responsabilidades, porém, com a rede de suporte presencial que eu tenho hoje, fica imensamente mais fácil de resolver todas elas. O apoio é fácil e rápido.
Bom, o próximo ano... o próximo ano será praticamente sozinha, e estou, de fato ansiando por ele. Me dou muito bem só, sou minha melhor companhia. Eu, Max, Cora, um silêncio e um café, ou uma cerveja, que seja, mas me vejo isso como liberdade e nunca como solidão.



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