Os 30 dias mais longos da minha vida

Hoje, dia 19 de fevereiro faz exatamente 1 mês que cheguei aqui na Bahia. Muito há contar e tão pouco a dizer, parece até loucura, não é? Mas é assim que eu me sinto.

Cheguei na Bahia animada para começar minha nova vida. O sol quente e a brisa do mar me fizeram sentir como se eu estivesse de férias. Porém me sentindo um pouco nervosa com a mudança.

Comecei a trabalhar em uma segunda-feira, dia 23 de janeiro. Meus colegas de trabalho não foram muito acolhedores e não pareceram muito interessados em me conhecer. Isso me deixou com uma sensação de solidão, já que além da mudança ainda tinha que lidar com essas questões.

Sinto falta da minha vida antiga no Ceará e meus pensamentos estão constantemente voltados para casa. Sinto falta de Max, meu filho de 4 patas, e da minha rotina diária.

Tive vários dias difíceis no trabalho e sinti que não estava me adaptando bem. Meus colegas de trabalho ainda não me aceitam e me sinto deslocada e sem jeito. Sinto falta da minha família e amigos no Ceará e por várias vezes cheguei a me arrepender de ter feito essa mudança.

Tive um momento de fraqueza e mandei áudios para duas amigas bem próximas, quase chorando. Elas me acalmaram e me encorajaram a continuar tentando. A Lu (minha amiga) me disse que é normal se sentir assim quando se muda para um lugar novo. Sinto falta da minha família e amigos, mas me sinto grato por ter (mesmo que distante) essa rede de apoio.

Hoje, dia 19, vejo que comecei a me acostumar com a Bahia e meus colegas de trabalho começaram a me aceitar um pouco mais. O que isso não significa sermos amigos, mas que pelo menos os olhares de deboche e comentários desnecessários diminuiram. Ainda sinto falta da minha vida antiga, mas estou animada para explorar a Bahia e ver tudo o que ela tem a oferecer. Percebo que a mudança pode ser difícil, mas pode valer a pena no final. Estou ansiosa para ver o que o futuro me reserva. 

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