June, 2025.

Junho tem sido um mês controverso. Daqueles meses que tudo parece dar errado, até o que estava dando certo. pela primeira vez me senti sozinha, solitária e sem muito o que fazer. Nessas horas em que o desespero bateu, eu chorei. Chorei muito. E foi preciso. Mas como não sou muito de chorar, tive que me levantar todas as vezes e pensar (pelo menos tentar) positivo. Eu vim para São Paulo com um objetivo: morar, estudar e mudar de profissão. Mas a transição de carreira não tem sido algo fácil. Uma vez que já é difícil recomeçar a vida em outro local, ainda migrar de profissão, tudo ao mesmo tempo, tem sido desafiador. 


Precisei muitas vezes manter a esperança, mesmo que tão curta. Junho é o mês do meu aniversário, um mês em que eu geralmente fico pensativa e reflexiva. A vida nessa selva de pedra que é SP não é fácil. E não é pelo perigo ou pelo trânsito, como sempre vemos nos noticiários. É pelo estar sozinha. A cidade que não dorme, em que habitam mais de 20 milhões de pessoas, em que parece não ter lugar para todos mundo, também é uma cidade fria. Fria nos dois sentidos: clima e de pessoas que passam umas pelas outras sem sequer dar um bom dia. Costumo fazer uma analogia de SP e áudios do whatsapp. Aqui, as pessoas vivem como se estivessem colocando os seus áudios no 2x, em uma velocidade perturbadora. Nos metrôs, quem anda devagar é empurrado. Parece um local em que as pessoas só habitam, mas não vivem. Esse estilo de vida, me trouxe um pouco de desespero em junho. Apesar de gostar de morar aqui e de estar vivendo como eu gostaria, tem esse pesar. 

Por isso, tomei a decisão de retornar a escrever aqui com mais frequência e fazer com que pelo menos eu fosse ouvida por mim mesma. 

Escrever, ler, rezar e estar em paz continuarão sendo o meu maior refúgio. 

Comentários

Postagens mais visitadas